Os posts voltam amanhã.
Thursday, March 22, 2012
Tuesday, March 20, 2012
Monday, March 19, 2012
Um prémio para Einar Már Guðmundsson
Foto de Joana Beleza
Não é preciso um prémio de carreira, por mais importante que seja, para perceber
que toda a vida de Einar Már Guðmundsson tem sido dedicada à literatura. Quem já
teve a sorte de entrar no seu atelier, ao lado da sua casa, num bairro dos
arredores de Reykjavík, não terá deixado de ficar impressionado com os livros
que se acumulam nas estantes, o computador com marcas de muito uso, os manuscritos
em cima da mesa, os blocos cheios de rabiscos e a taça de café sempre cheia, ao
lado do termo que o mantém aquecido.
Nascido em 1954, Einar Már Guðmundsson estreou-se em 1980, com uma recolha
poética intitulada, na tradução inglesa, Is
Anyone Here Wearing The Korana Line? Esse livro inaugural ocupa hoje uma ínfima
parte das prateleiras que, no atelier, atribuiu aos seus livros e traduções. São
em número considerável e um motivo de orgulho. Conhecido em toda a Escandinávia,
Einar Már é respeitado não só pelos livros mas também pela intervenção cívica.
A título de exemplo, lembre-se que foi um dos oradores mais ativos nas
manifestações que denunciaram as fraudes financeiras dos bancos islandeses, na sequência
da bancarrota de 2008, pela qual o primeiro-ministro de então está a ser julgado e que deu origem a um empréstimo do FMI que já foi parcialmente pago. Um
escândalo que relatou em The White Book.
Mas Einar Már é também muito conhecido na Europa, sobretudo na Alemanha, Itália
e França. À sua estreia literária, seguiram-se outros dois volumes de poesia, Loneliness of the Delivery Boy e Robinson Crusoe Returns Home. Num ritmo regular
(um livro por ano ou, no máximo, de dois em dois), foi consolidando o seu nome
junto dos leitores, lançando romances, contos, livros para crianças e ainda
mais poesia. Isto até 1993, quando publicou aquele que é o seu título mais
famoso, Anjos do Universo, felizmente
publicado em Portugal, infelizmente numa edição há muito esgotada (Canguru, 2003).
É daquelas obras que fazem uma carreira, mesmo quando, ao mesmo tempo, a
reduzem a um único livro. Valeu-lhe, em 1995, o Nordic Literature Prize, conhecido
como “o pequeno Nobel” ou o “Booker Prize da Escandinávia”. Recebe-o agora pela segunda vez, pela totalidade do seu trajeto literário, algo que já tinha
acontecido a outros dois escritores islandeses: Thor Vilhjálmsson e Guðbergur
Bergsson.
Além dos prémios, Anjos do Universo,
adaptado ao cinema por Friðrik Þór Friðriksson, ocupa um lugar especial na
escrita de Einar Már. Baseado na curta vida do seu irmão, conta a história de
um conjunto de doentes mentais internados num hospício, os seus sonhos, angústias,
aventuras, desejos, inquietações, medos e pulsões. Como em Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, ou em muitos outros
livros que pegam nessa forma literária, o narrador recorda a sua vida depois de
morto, nomeadamente os conflitos familiares, a inadaptação social e a progressiva
deriva para aquela território em que a razão dá lugar a forças que a razão desconhece.
Neste livro, há sofrimento, incompreensão e autismo, mas também uma centelha de
felicidade. E é essa capacidade de intuir nestas personagens emoções tão contrastantes que fazem de Anjos do Universo uma leitura inesquecível.
Só pelo título, de Einar Már gostava de ler o romance Epi logue of Raindrops,
mas ainda não o consegui comprar. Contento-me com a poesia que me enviou por e-mail. A mesma que aqui partilho convosco.
The Girl You Loved
Revolution is like the girl you once loved.
You thought she loved you too
and you would never love any other.
But one day she ditched you.
Your sorrow was an abyss in the void of days.
Now, much later, you see there was nothing to her
and are astonished you should ever
have fallen in love with her.
You thought she loved you too
and you would never love any other.
But one day she ditched you.
Your sorrow was an abyss in the void of days.
Now, much later, you see there was nothing to her
and are astonished you should ever
have fallen in love with her.
And yet, if the magnetism that attracted you to her
is no longer in your heart …
for the girl you loved once
is not the girl you loved
but rather the yearning,
the quest that set off with you
not to find,
but to search for what you lost
to be able to lose what you found.
is no longer in your heart …
for the girl you loved once
is not the girl you loved
but rather the yearning,
the quest that set off with you
not to find,
but to search for what you lost
to be able to lose what you found.
A Warcry From North
You who live with an island in your heart
and the vastness of space
a sidewlk beneath your soles.
Hand me the Northern Lights!
I shall dance with the youngster
who is holding the stars.
We peel the skin from the darkness
and cut the head off misery.
Robinson Crusoe Returns Home
— the taxi driver
who drove me beyond the city limits
took my football in pawn
my colouring books have been
confiscated
my darling
you make sure the bailiffs
don’t get their hands on my aquarium
you mustn’t tell on me
I know the cops are looking for me
they’ve photographed me from all sides
the evening papers are reporting that I’m wanted
you promise not to say a word,
they’re looking for me
among the gangsters in the bars
and the libraries
have already handed in all the famous five books
for fingerprinting
now they’re combing the beaches
and I just heard on the radio
that the airports have been closed.
Sunday, March 18, 2012
Saturday, March 17, 2012
E para o ano há mais
Paulo Ferreira e Francesco Valentini fazem um balanço muito positivo do festival. Agradecimentos a toda a equipa de produção, à cidade do Funchal. E para o ano há mais.
Mesa 5 do FLM
18h53: Fim da sessão. Segue-se a cerimónia de enceramento.
18h52: Moderador: Há de facto um baú de livros que um escritor tem dentro de si. O importante não é tanto a originalidade, mas que não se deixe de escrever.
18h49: José Mário Silva: Isso tem a ver com três palavras: direitos de autor. David Shields diz que esse é um conceito que já não faz muito sentido, porque a criação absorve tudo.
18h47: O editor, no século XVII, é que às vezes atribuía poemas a Camões para garantir que eram mais lidos. Durante muitos séculos, o texto foi mais importante que o nome.
18h45: Fernando Pinto do Amaral: Por que razão se dá tanta importância à originalidade? É uma ideia que vem do Romantismo e tem a ver com o nome. Camões usava modelos clássicos e não se importava com isso. Ler e publicar os textos era o que interessava.
18h44: Karla Suárez: Mesmo em histórias que já conhecemos abrem-se janelas para outros universos.
18h42: José Manuel Fajardo lembra uma frase da Bíblia: Não há nada de novo debaixo do Sol. Mas não haverá mesmo nada de novo? Voltar uma e outra vez ao mesmos temos não será uma originalidade?
18h40: Momento de perguntas e respostas. Graça Alves diz: o que interessa é que o que lemos continue a criar emoções.
18h39: Por isso, originalidade é levar o leitor a sentir que está a ler uma coisa nova.
18h39: E também os clássicos foram influenciados por outros clássicos.
18h38: Os clássicos não são clássicos porque escreveram uma coisa diferente, mas porque escreveram de uma maneira diferente. Pegaram numa ideia, por mais pequena que fosse, e converteram-na numa história universal.
18h37: Foi um momento muito duro, porque depois encontrei outros autores nos meus livros.
18h35: O tempo passou. Cresci. Continuei a ler e a escrever. E fui viver para Paris. Decidi aprender francês. Mas pensei também que é mais fácil ler livros que já tinha lido. Foi um grande erro. Porque comecei a reler Albert Camus, porque apercebi-me que muito do que escrevia era influenciado por Camus.
18h34: E com isso escrevi muitos contos. Mas quando dava a ler alguém, sempre me diziam que se via muito a influência de Cortazar. Apesar de morto, disse-lhe que temos de cortar a nossa relação. Queria encontrar a minha voz.
18h33: E nessas leitura conheci um autor, Juio Cortázar, que passou a ser o homem da minha vida. Apaixonei-me.
18h32: Quando era pequena não gostava de ler. Mas gostava muito de escrever. Tinha uma grande imaginação. Até que um dia comecei a ler.
18h31: É bom ver a sala cheia. E se os políticos não apostam na cultura é porque com elas as pessoas não são manipuláveis.
18h30: Intervenção de Karla Suárez.
18h29: Uma última citação, sem preocupação de saber de quem é: "Quando não temos certezas quer dizer que continuamos vivos".
18h28: Esta é a ideia que mais me interessa. Porque um dos factores que fez o sucesso do romance foi a possibilidade de ter tudo lá dentro.
18h27: Lê: "Os livros que mais me interessam estão na fronteira de géneros".
18h23: Neste livro, ele reúne excertos seus e de outros autores, sem referir quem é o autor, pondo em causa a ideia de originalidade.
18h21: Leitura e comentário do ensaio de David Shields, Reality Hunger: A Manifesto, segundo o qual a literatura é muito conservadora, segue os mesmos conceitos da literatura do século XIX.
18h20: Somos originais se não nos preocuparmos em tentar ser originais.
18h18: Saul Bellow dizia que o importante é o estilo. Porque há muito poucas intrigas. Alguém perde alguma coisa e encontra-a. Duas pessoas apaixonam-se. Algum inicia uma investigação para descobrir a verdade de um assunto.
18h17: Não sei se tudo foi feito. Continuamos encontrar autores que nos surpreendem. Mas de facto muito foi feito. Mas esta é uma ideia que não nos deve inquietar, antes estimular.
18h15: Foi o que tentei fazer no meu primeiro livro de Poemas, Nuvens e Labirintos, em que tentei imaginar mitos clássicos no final do século XX. Nada muito original. Original só no sentido em que fui eu que o fiz, com a minha sensibilidade.
18h14: O Homero escreveu sobre tudo, mas não viveu na nossa época. E cabe-nos actualizar os mesmos temas.
18h13: Mas olho para estas arcas que estão no palco e penso que elas carregam os livros que todos os escritores já leram. Sem essa leitura não há escritores.
18h12: Devíamos inverter os dados da mesa. Só quando não sabemos é que estamos a ser originais.
18h11: Agradecimentos. Estes temas, como acontece nas Correntes d'Escritas, são para baralhar e provocar.
18h11: A palavra passa para José Mário Silva.
18h08: A nossa originalidade, para nós Madeirense, está na forma de trazer para a escrita a água que nos rodeia. Deste mar que nos beija.
18h06: O livro que escrevi O Meu Simão naquela tarde não teria sido nada sem Fazes-me Falta de Inês Pedrosa.
18h05: É um pouco como o eterno retorno modificado. E no momento em que nos sentamos a escrever são as palavras dos escritores que já lemos. Às vezes n\ao sabemos se a ideia é nossa ou está a ser soprada por alguém que chegou antes. Precisamos sempre do que os outros disseram antes de nós.
18h04: Se formos para trás e pensarmos nos clássicos, Homero não foi buscar as suas intrigas do nada. Camões também não.
18h03: Todos nós falamos das mesmas coisas, do amor, articulado com a morte, da vida, dos nossos mundos, medos, alegrias, tristezas. Que são as da humanidade. Já tudo foi dito. A nossa única solução é dizer tudo de outra maneira.
18h03: quem sou eu para pensar que em algum momento da minha escrita podia ser original e superar os cânones? Bloom fala da angústia da influência. Apetece-me falar da oportunidade da influência.
18h02: Mesmo que o escritor se isole numa torre do fim do mundo, será sempre influenciado. Todos nos apropriámos do que outros disseram e escreveram.
18h01: Um escritor transfigura a realidade, transmuta e modifica as leituras que outros fizeram por ele.
18h00: Agradecimentos. Falar deste Festival faz-me lembrar uma frase de Ernesto Rodrigues que dizia "nascido num mar de pedra faz-me bem ver o mar". É bom termos por perto pessoas que só conhecemos dos livros.
17h58: Cinco mesas, cinco moderadores com abordagens muito diferentes. Nesta, quase um ensaio sobre a literatura infantil e originalidade. Neste campo temos sido originais, diz o moderador. E passa a seguir uma ordem de distância geográfica. Começa Graça Alves.
17h56: Não são só os contos tradicionais que têm ideias que queremos ver ultrapassados.
17h54:
15h52: O moderador contextualiza o tema, focando-se sobretudo na literatura infantil.
17h52: Ideias fortes: Como andamos a escrever o mesmo que os clássicos. Será a originalidade um valor sobrestimado? Na era da inovação obrigatória, a literatura tem sido capaz de se reinventar ou está cada vez mais repetitiva?
17h49: A organização explica que Francisco José Viegas não pode estar presente e lê um pequeno texto. que o Secretário de Estado da Cultura enviou.
17h48: Tema: Éramos originais e não sabíamos, com Graça Alves, José Mário Silva, Karla Suárez e moderação de Francisco Fernandes.
17h47: Terminada a sessão de lançamento do livro de Honoré de Balzac, traduzido por José Viale Moutinho, seguimos para a quinta e última mesa.
18h52: Moderador: Há de facto um baú de livros que um escritor tem dentro de si. O importante não é tanto a originalidade, mas que não se deixe de escrever.
18h49: José Mário Silva: Isso tem a ver com três palavras: direitos de autor. David Shields diz que esse é um conceito que já não faz muito sentido, porque a criação absorve tudo.
18h47: O editor, no século XVII, é que às vezes atribuía poemas a Camões para garantir que eram mais lidos. Durante muitos séculos, o texto foi mais importante que o nome.
18h45: Fernando Pinto do Amaral: Por que razão se dá tanta importância à originalidade? É uma ideia que vem do Romantismo e tem a ver com o nome. Camões usava modelos clássicos e não se importava com isso. Ler e publicar os textos era o que interessava.
18h44: Karla Suárez: Mesmo em histórias que já conhecemos abrem-se janelas para outros universos.
18h42: José Manuel Fajardo lembra uma frase da Bíblia: Não há nada de novo debaixo do Sol. Mas não haverá mesmo nada de novo? Voltar uma e outra vez ao mesmos temos não será uma originalidade?
18h40: Momento de perguntas e respostas. Graça Alves diz: o que interessa é que o que lemos continue a criar emoções.
18h39: Por isso, originalidade é levar o leitor a sentir que está a ler uma coisa nova.
18h39: E também os clássicos foram influenciados por outros clássicos.
18h38: Os clássicos não são clássicos porque escreveram uma coisa diferente, mas porque escreveram de uma maneira diferente. Pegaram numa ideia, por mais pequena que fosse, e converteram-na numa história universal.
18h37: Foi um momento muito duro, porque depois encontrei outros autores nos meus livros.
18h35: O tempo passou. Cresci. Continuei a ler e a escrever. E fui viver para Paris. Decidi aprender francês. Mas pensei também que é mais fácil ler livros que já tinha lido. Foi um grande erro. Porque comecei a reler Albert Camus, porque apercebi-me que muito do que escrevia era influenciado por Camus.
18h34: E com isso escrevi muitos contos. Mas quando dava a ler alguém, sempre me diziam que se via muito a influência de Cortazar. Apesar de morto, disse-lhe que temos de cortar a nossa relação. Queria encontrar a minha voz.
18h33: E nessas leitura conheci um autor, Juio Cortázar, que passou a ser o homem da minha vida. Apaixonei-me.
18h32: Quando era pequena não gostava de ler. Mas gostava muito de escrever. Tinha uma grande imaginação. Até que um dia comecei a ler.
18h31: É bom ver a sala cheia. E se os políticos não apostam na cultura é porque com elas as pessoas não são manipuláveis.
18h30: Intervenção de Karla Suárez.
18h29: Uma última citação, sem preocupação de saber de quem é: "Quando não temos certezas quer dizer que continuamos vivos".
18h28: Esta é a ideia que mais me interessa. Porque um dos factores que fez o sucesso do romance foi a possibilidade de ter tudo lá dentro.
18h27: Lê: "Os livros que mais me interessam estão na fronteira de géneros".
18h23: Neste livro, ele reúne excertos seus e de outros autores, sem referir quem é o autor, pondo em causa a ideia de originalidade.
18h21: Leitura e comentário do ensaio de David Shields, Reality Hunger: A Manifesto, segundo o qual a literatura é muito conservadora, segue os mesmos conceitos da literatura do século XIX.
18h20: Somos originais se não nos preocuparmos em tentar ser originais.
18h18: Saul Bellow dizia que o importante é o estilo. Porque há muito poucas intrigas. Alguém perde alguma coisa e encontra-a. Duas pessoas apaixonam-se. Algum inicia uma investigação para descobrir a verdade de um assunto.
18h17: Não sei se tudo foi feito. Continuamos encontrar autores que nos surpreendem. Mas de facto muito foi feito. Mas esta é uma ideia que não nos deve inquietar, antes estimular.
18h15: Foi o que tentei fazer no meu primeiro livro de Poemas, Nuvens e Labirintos, em que tentei imaginar mitos clássicos no final do século XX. Nada muito original. Original só no sentido em que fui eu que o fiz, com a minha sensibilidade.
18h14: O Homero escreveu sobre tudo, mas não viveu na nossa época. E cabe-nos actualizar os mesmos temas.
18h13: Mas olho para estas arcas que estão no palco e penso que elas carregam os livros que todos os escritores já leram. Sem essa leitura não há escritores.
18h12: Devíamos inverter os dados da mesa. Só quando não sabemos é que estamos a ser originais.
18h11: Agradecimentos. Estes temas, como acontece nas Correntes d'Escritas, são para baralhar e provocar.
18h11: A palavra passa para José Mário Silva.
18h08: A nossa originalidade, para nós Madeirense, está na forma de trazer para a escrita a água que nos rodeia. Deste mar que nos beija.
18h06: O livro que escrevi O Meu Simão naquela tarde não teria sido nada sem Fazes-me Falta de Inês Pedrosa.
18h05: É um pouco como o eterno retorno modificado. E no momento em que nos sentamos a escrever são as palavras dos escritores que já lemos. Às vezes n\ao sabemos se a ideia é nossa ou está a ser soprada por alguém que chegou antes. Precisamos sempre do que os outros disseram antes de nós.
18h04: Se formos para trás e pensarmos nos clássicos, Homero não foi buscar as suas intrigas do nada. Camões também não.
18h03: Todos nós falamos das mesmas coisas, do amor, articulado com a morte, da vida, dos nossos mundos, medos, alegrias, tristezas. Que são as da humanidade. Já tudo foi dito. A nossa única solução é dizer tudo de outra maneira.
18h03: quem sou eu para pensar que em algum momento da minha escrita podia ser original e superar os cânones? Bloom fala da angústia da influência. Apetece-me falar da oportunidade da influência.
18h02: Mesmo que o escritor se isole numa torre do fim do mundo, será sempre influenciado. Todos nos apropriámos do que outros disseram e escreveram.
18h01: Um escritor transfigura a realidade, transmuta e modifica as leituras que outros fizeram por ele.
18h00: Agradecimentos. Falar deste Festival faz-me lembrar uma frase de Ernesto Rodrigues que dizia "nascido num mar de pedra faz-me bem ver o mar". É bom termos por perto pessoas que só conhecemos dos livros.
17h58: Cinco mesas, cinco moderadores com abordagens muito diferentes. Nesta, quase um ensaio sobre a literatura infantil e originalidade. Neste campo temos sido originais, diz o moderador. E passa a seguir uma ordem de distância geográfica. Começa Graça Alves.
17h56: Não são só os contos tradicionais que têm ideias que queremos ver ultrapassados.
17h54:
15h52: O moderador contextualiza o tema, focando-se sobretudo na literatura infantil.
17h52: Ideias fortes: Como andamos a escrever o mesmo que os clássicos. Será a originalidade um valor sobrestimado? Na era da inovação obrigatória, a literatura tem sido capaz de se reinventar ou está cada vez mais repetitiva?
17h49: A organização explica que Francisco José Viegas não pode estar presente e lê um pequeno texto. que o Secretário de Estado da Cultura enviou.
17h48: Tema: Éramos originais e não sabíamos, com Graça Alves, José Mário Silva, Karla Suárez e moderação de Francisco Fernandes.
17h47: Terminada a sessão de lançamento do livro de Honoré de Balzac, traduzido por José Viale Moutinho, seguimos para a quinta e última mesa.
Mesa 4 do FLM
17h01: Plateia cheia. Boas intervenções. Muito bom início de tarde.
17h00: Termina a sessão.
16h56: Um bonito elogio e louvar ao arquitecto Paulo David e à sua obra arquitectónica, recentemente distinguida com a Medalha Alvar Aalto 2012.
16h53: Na Madeira a Natureza fez quanto havia a fazer. E cabe ao homem não destruir.
16h52: Os quadros na casa das mudas dão a ideia que o rochedo passou a usar brincos.
16h51: Quando estamos nas suas obras desconfiamos logo da natureza inerte dos materiais.
16h51: O Paulo David (arquitecto da casa das mudas) parece que faz as casas levitar.
16h50: Mesmo as casas pequenas têm tamanho para o que não é físico. E podem ser melhores se formos melhor conteúdo.
16h50: As casas são roupas muito largas que vestimos.
16h49: O grande problema do mundo é não haver um comprimido para os problemas de convivência.
16h48: Quando estamos na casa das mudas chegamos a pensar que foi o próprio rochedo que criou janelas para ver o mar. Amadureceu em casa.
16h47: Passa agora a ler um texto.
16h46: Até a ver televisão não há dia em que não chore a ver em determinados momentos.
16h45: Choro muito. As palavras são tão intensas que não consigo ficar longe.
16h44: Sei que sou piegas desde os três anos. E há coisas que me desmancham completamente.
16h42: Se conseguirem arranjar-me uma cunha para passar dois meses a escrever no Curral das Freiras digam-me.
16h41: Isto de ser sempre de ordem alfabética tem de mudar. Fico sempre em último. E a ansiedade sobe.
16h39: Fotografia, ilustração, poesia, música. Uma intervenção muito variegada e original de Paulo Sérgio BEju, difícil passar para palavras. Segue-se Valter Hugo Mãe.
16h35: Este Festival vive essencialmente de pessoas que trazem claridade.
16h31: Os livros na Livraria Esperança têm uma espécie de piercing e tatuagem, por causa da mola que é usada para os pendurar na parede. Tenho esperança que isso seja uma forma de levar a literatura aos jovens.
16h30: Um dia, depois de ver o Ensaio sobre a Cegueira, que há um túnel, na Madeira, que se chama Saramago.
16h26: O leitor depois de ler um livro quase que poderia ser o autor desse mesmo livro, já que sentiu as mesmas sensações que o escritor teve.
16h22: Não sou escritor, sou ilustrador. Alguém que ilustra a dor.
16h21: É a vez de Paulo Sérgio BEJu, que falará através de imagens projectadas.
16h20: E se substituíssemos por piegas? Deixava de ser esdrúxulo para ser grave.
16h19: Paródia com o poema de Álvaro de Campos sobre as cartas de amor que são ridículas, substituindo cartas de amor por portugueses de hoje. Ou ainda: substituir por governantes de hoje.
16h15: A pieguice não alimenta literatura, mas a pieguice pode ser literatura. É tudo uma questão de estilo, de forma.
16h14: Todos escrevem, logo todos têm o direito de publicar?
16h13: Manuela Ribeiro cita um conto de Rui Zink, o Bicho dos Livros.
16h12: A pieguice influencia a literatura? Depende do que entendemos de literatura.
16h11: Mas falemos de livros. Os livros são piegas?
16h10: E quero partilhar uma mensagem que recebi no dia da mulher.
16h08: Isso explica porque recebo tantas mensagens e emails que procuram iluminar o meu caminho.
16h07: O melhor mesmo é citar o nosso Eça de Queirós, esse sim, de todos nós. Ou Eduardo Lourenço, que diz que é preciso qualquer coisa de luz. Luminosa.
16h06: Será que eu devia estar aqui? Não seria melhor convidar o nosso primeiro? O nosso Presidente?
16h05: É uma alegria comovente estar aqui.
16h04: Segue a conferência para Manuela Ribeiro, que vai ler um texto.
16h00: Depois de ler, diz: Sim, eu sou piegas. E também era feliz e não sabia.
15h56: A esse propósito, lê um excerto do seu novo romance, a publicar em Abril, na Porto Editora, Os Sítios Sem Respostas.
15h55 Se é exacerbar emoções, eu sou piegas.
15h54: Não sei o que é piegas. Há aquele verso da Adília Lopes: sou sensível, não sou piegas.
15h52: Quando fazia mau tempo nos Açores, pensava: quem me dera ser da Madeira. E nos Carnaval, quando via o Alberto João mascarado, pensava: quem me dera ser da Madeira, não seria a pessoa mais ridícula da festa.
15h51: Gosto sempre de voltar sempre à Madeira. Dá sempre a ideia que é tão bonita como os Açores. E é terra de Cultura: Helberto Helder, Helena Marques, José Agostinho Baptista, Ronalda...
15h51: Gostava de ter um festival assim nos Açores.
15h50: Começa Joel Neto. Tenho muito gosto em participar na mesma sessão que o Valter Hugo Mãe. O sucesso está garantido. Podem desligar as câmaras. Não vou dizer nada.
15h49: Apresentação dos convidados.
15h46:
15h45: Mais uma referência piegas, diz a moderadora: as cartas de Fernando Pessoa a Ofélia. Lê alguns fragmentos.
15h44: Venho falar-vos da gata Ofélia de Adília Lopes, diz.
15h43: A moderadora apresenta o tema.
15h41: Ideias chave: Somos um povo de escritores e romances piegas? A lamúria afadistada sempre encontrou terreno fértil na literatura? Os nossos heróis sofrem e choram muito?
15h40: Convidados: Joel Neto, Manuela Ribeiro, Paulo Sérgio BEJu, Valter Hugo Mãe e moderação de Diana Pimentel.
15h39: Tema da Mesa: Éramos piegas e não sabíamos.
15h37: Regresso ao Festival, para a quarta mesa redonda.
17h00: Termina a sessão.
16h56: Um bonito elogio e louvar ao arquitecto Paulo David e à sua obra arquitectónica, recentemente distinguida com a Medalha Alvar Aalto 2012.
16h53: Na Madeira a Natureza fez quanto havia a fazer. E cabe ao homem não destruir.
16h52: Os quadros na casa das mudas dão a ideia que o rochedo passou a usar brincos.
16h51: Quando estamos nas suas obras desconfiamos logo da natureza inerte dos materiais.
16h51: O Paulo David (arquitecto da casa das mudas) parece que faz as casas levitar.
16h50: Mesmo as casas pequenas têm tamanho para o que não é físico. E podem ser melhores se formos melhor conteúdo.
16h50: As casas são roupas muito largas que vestimos.
16h49: O grande problema do mundo é não haver um comprimido para os problemas de convivência.
16h48: Quando estamos na casa das mudas chegamos a pensar que foi o próprio rochedo que criou janelas para ver o mar. Amadureceu em casa.
16h47: Passa agora a ler um texto.
16h46: Até a ver televisão não há dia em que não chore a ver em determinados momentos.
16h45: Choro muito. As palavras são tão intensas que não consigo ficar longe.
16h44: Sei que sou piegas desde os três anos. E há coisas que me desmancham completamente.
16h42: Se conseguirem arranjar-me uma cunha para passar dois meses a escrever no Curral das Freiras digam-me.
16h41: Isto de ser sempre de ordem alfabética tem de mudar. Fico sempre em último. E a ansiedade sobe.
16h39: Fotografia, ilustração, poesia, música. Uma intervenção muito variegada e original de Paulo Sérgio BEju, difícil passar para palavras. Segue-se Valter Hugo Mãe.
16h35: Este Festival vive essencialmente de pessoas que trazem claridade.
16h31: Os livros na Livraria Esperança têm uma espécie de piercing e tatuagem, por causa da mola que é usada para os pendurar na parede. Tenho esperança que isso seja uma forma de levar a literatura aos jovens.
16h30: Um dia, depois de ver o Ensaio sobre a Cegueira, que há um túnel, na Madeira, que se chama Saramago.
16h26: O leitor depois de ler um livro quase que poderia ser o autor desse mesmo livro, já que sentiu as mesmas sensações que o escritor teve.
16h22: Não sou escritor, sou ilustrador. Alguém que ilustra a dor.
16h21: É a vez de Paulo Sérgio BEJu, que falará através de imagens projectadas.
16h20: E se substituíssemos por piegas? Deixava de ser esdrúxulo para ser grave.
16h19: Paródia com o poema de Álvaro de Campos sobre as cartas de amor que são ridículas, substituindo cartas de amor por portugueses de hoje. Ou ainda: substituir por governantes de hoje.
16h15: A pieguice não alimenta literatura, mas a pieguice pode ser literatura. É tudo uma questão de estilo, de forma.
16h14: Todos escrevem, logo todos têm o direito de publicar?
16h13: Manuela Ribeiro cita um conto de Rui Zink, o Bicho dos Livros.
16h12: A pieguice influencia a literatura? Depende do que entendemos de literatura.
16h11: Mas falemos de livros. Os livros são piegas?
16h10: E quero partilhar uma mensagem que recebi no dia da mulher.
16h08: Isso explica porque recebo tantas mensagens e emails que procuram iluminar o meu caminho.
16h07: O melhor mesmo é citar o nosso Eça de Queirós, esse sim, de todos nós. Ou Eduardo Lourenço, que diz que é preciso qualquer coisa de luz. Luminosa.
16h06: Será que eu devia estar aqui? Não seria melhor convidar o nosso primeiro? O nosso Presidente?
16h05: É uma alegria comovente estar aqui.
16h04: Segue a conferência para Manuela Ribeiro, que vai ler um texto.
16h00: Depois de ler, diz: Sim, eu sou piegas. E também era feliz e não sabia.
15h56: A esse propósito, lê um excerto do seu novo romance, a publicar em Abril, na Porto Editora, Os Sítios Sem Respostas.
15h55 Se é exacerbar emoções, eu sou piegas.
15h54: Não sei o que é piegas. Há aquele verso da Adília Lopes: sou sensível, não sou piegas.
15h52: Quando fazia mau tempo nos Açores, pensava: quem me dera ser da Madeira. E nos Carnaval, quando via o Alberto João mascarado, pensava: quem me dera ser da Madeira, não seria a pessoa mais ridícula da festa.
15h51: Gosto sempre de voltar sempre à Madeira. Dá sempre a ideia que é tão bonita como os Açores. E é terra de Cultura: Helberto Helder, Helena Marques, José Agostinho Baptista, Ronalda...
15h51: Gostava de ter um festival assim nos Açores.
15h50: Começa Joel Neto. Tenho muito gosto em participar na mesma sessão que o Valter Hugo Mãe. O sucesso está garantido. Podem desligar as câmaras. Não vou dizer nada.
15h49: Apresentação dos convidados.
15h46:
15h45: Mais uma referência piegas, diz a moderadora: as cartas de Fernando Pessoa a Ofélia. Lê alguns fragmentos.
15h44: Venho falar-vos da gata Ofélia de Adília Lopes, diz.
15h43: A moderadora apresenta o tema.
15h41: Ideias chave: Somos um povo de escritores e romances piegas? A lamúria afadistada sempre encontrou terreno fértil na literatura? Os nossos heróis sofrem e choram muito?
15h40: Convidados: Joel Neto, Manuela Ribeiro, Paulo Sérgio BEJu, Valter Hugo Mãe e moderação de Diana Pimentel.
15h39: Tema da Mesa: Éramos piegas e não sabíamos.
15h37: Regresso ao Festival, para a quarta mesa redonda.
Mesa 3 do FLM
13h05: Termina a sessão.
13h04: Propaganda também é necessária, sobretudo se se vive num regime ditatorial, que deve ser combatido.
13h03: O poeta é um cidadão. Mas a sua luta é consigo. Se ele fala com o Estado faz propaganda. O poeta é íntimo, interior.
13h02: Pergunta do público. Para Wallenstein. A liberdade, apesar de um lugar comum, não deverá ser mais falada?
13h01: A primeira revolução do poeta deve ser a da palavra.
12h57: É preciso lutar contra a repetição do olhar, os hábitos da percepção.
12h57: Um poeta tem de lutar sempre. Mas não sinto que um poeta consiga lutar contra o poder económico e político, sem antes lutar contra o seu verdadeiro inimigo, a realidade.
12h56: A vez do italiano Francesco Benozzo.
12h53: A poesia pode mudar a vida?, repito. Eu estava no terceiro ano do curso de medicina e tive uma crise. Li um livro, Fanny Owen. Conheci outras pessoas. Apaixonei-me. A literatura mudou a minha vida.
12h52: Inglês e italiano. Fernando Pinto do Amaral fala em qualquer língua.
12h51: Para mim, a arte esta sempre associada à inquietação.
12h49: o que me parece importante na violência, é transformar as suas raízes. Sempre que se escreve arte, há tensão. Numa ideia para um poema, contos, para a vida, alguma tensão é muito importante. Numa tranquilidade ou felicidade plena parece que não ha necessidade da escrita.
12h48: Como a poesia pode mudar a nossa vida? Somos Outros quando escrevemos. É fundamental escrever esse Outro.
12h45: Chega a vez de Fernando Pinto do Amaral.
12h42: Um poeta precisa de encontrar o seu caminho, entre o caos.
12h41: Foi um rasgão. Um murro. E depois veio a Guerra Colonial e eu fugi para França.
12h40: Mostrei as peças ao Bernardo Santareno, que me perguntou: já leu Herberto Helder?
12h38: Escrevi aos 18 anos as minhas primeiras peças, também marcadas pelo Sartre e o existencialismo. Personagens sentadas à procura de saída.
12h37: O que me apareceu primeiro foi o teatro. Porque a Nazaré era uma cenário, os barcos a voltarem-se e os pescadores a desaparecerem. As pessoas aos gritos.
12h36: Para mim, o importante foi abri-me, encontrar palavras. Como falar sobre a minha infância, sobre estas mortes? Com uma avó vestida de negro porque o filho se suicidou do sítio da Nazaré. E ela fala com ele, com o filho morto.
12h35: Cresci numa praia de grande violência, a da Nazaré, onde naufragavam muitas pessoas. Toda a minha infância foi um olhar sobre a tragédia. Imagine uma criança hoje na Síria, a olhar para o que se está a passar. É muito diferente, porque não havia sangue. Era uma tragédia silenciosa. E aí ou nos fechamos ou nos abrimos.
12h34: É dizer o que não está visível.
12h34: "O poeta procura respostas a perguntas não feitas". A poesia para mim não é o espelho da realidade. Não é dizer o que está visível.
12h33: A palavra com Jaime Rocha. Agradecimento. Espero que daqui a seis anos me convidem para outro festival, já que estive cá há seis anos.
12h31: O que eu amo é a paixão poética. Questionamo-nos. Não somos perfeitos. Representemos a humanidade. E quando questionamo-nos construímos algo muito mais profundo. A poesia é um professor.
12h29: Somos antigos e contemporâneos, estamos sempre no mesmo ponto.
12h28: Eu sou o Outro, na cultura Ocidental.
12h27: Sou um dissidente do governo chinês, mas não da língua chinesa.
12h26: Um poeta antigo chinês fez um poema com 200 perguntas, desde o início dos tempos. Cada perguntas mais profunda que a anterior. É essa a minha imagem de poeta.
12h25: Poesia não é só para mudanças. É o que faz com que o nosso barco fique estável. A poesia procura perguntas e respostas.
12h23: Como é que a poesia pode mudar a nossa vida. A vida tem mudado muito rapidamente. Ficámos contente com o fim da Guerra Fria, mas depois tivemos o 11 de Setembro e ainda há pouco tempo um massacre na Noruega.
12h22: Os poetas sentem sempre a mesma dor. Não só sobre a sua história, mas de toda a história da humanidade.
12h21: Passa a palavra para a chinês Yang Lian, poeta exilado.
12h18: A moderadora pergunta se a poesia pode influenciar a política. Ele diz que sim. Que foi para a política para procurar um fim. Humanizar. É tão importante a cultura como uma defesa de cada um de nós. Só assim poderemos construir uma sociedade melhor e defender-nos dos objectivo de tirania.
12h17: É por isso que a minha poesia é feita de amor e de paz e eu estou muito contente com isso.
12h16: A poesia deve transmitir uma certo ambiente de paz. Tem de nos conduzir a outros caminhos, porque a vida é uma passagem. Quem tem experiência da vida sabe o que a palavra consegue.
12h15: A poesia tem de criticar o que deve ser criticado, mas usá-la para a violência não me parece bem.
12h14: Conta uma história. De um poema que escreveu e que está fixado na cidade velha. E foi lido por uma senhora que pensava suicidar-se. Aquelas palavras salvaram a sua vida.
12h13: A vez de João Carlos Abreu. A palavra é capaz de matar e resuscitar uma pessoa. A poesia é liberdade. Uma mensagem que queremos transmitir aos outros. Nem que seja uma palavra de esperança.
12h11: Todos sentimos fome, raiva e transformo noutra coisa. Digo sempre: cospe o sumo dessa violências e faz dela outra coisa.
12h10: E é tudo. Mas a moderador insiste. Na série poemas sobre Tony há muita violência. Como é que fala contra a violência?
12h09: Além disso, a missão do poeta é violentar a linguagem, violência de uma forma muito apelativa, nada negativa.
12h08: Num tempo de violência é muito difícil afastá-la poesia. É mais difícil falar directamente sobre a violências. Há muitos lugares comuns.
12h07: Liberdade para mim é ter uma tarde livre. É mais interessante falar de Violência e poesia.
12h06: Começa Wallenstein, que não quer falar de Liberdade. Porque Liberdade tem sido um disfarce para a guerra. O meu país, diz, ou ameaça a liberdade ou vai para a guerra em nome dessa palavra.
12h04: A moderadora faz as apresentações e sublinha as relações da poesia com o poder.
12h03: Ideias chaves: Desaparecida das livrarias, será que a poesia ainda é o que era ou já não somos um país de poetas? Que qualidade tem a poesia no país dos poetas sem qualidades?
12h02: Participantes: Barry Wallenstein, Fernando Pinto do Amaral, Francesco Benozzo, Jaime Rocha, João Carlos Abreu, Yang Lian e moderação de Donatella Bisutti.
12h01: Tema: Éramos violentos e não sabíamos.
12h00: Tudo pronto para a Mesa 3 do Festival Literário da Madeira.
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