Rubem leu e o Cadeirão Voltaire filmou tudo. Para ver aqui.
Thursday, February 23, 2012
Diário das Correntes
Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar-me, e novas esquivanças;
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.
Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.
Soneto de Camões lido por Rubem Fonseca na sessão de abertura das Correntes d'Escritas.
"Eu amo a Língua Portuguesa"
"Eu amo a Língua Portuguesa", disse Rubem Fonseca no discurso de agradecimento do Prémio Literário Casino da Póvoa/Correntes d'Escritas. Ou melhor: não o disse. Afirmou. Declarou. Quase que gritou. Cerrou o punho, olhou a plateia e repetiu: "Eu amo a Língua Portuguesa". E explicou porquê. Falou dos livros que tinha na casa do seu pai e de como eles o ligaram a Portugal, país que diz também adorar - "Tenho orgulho em ter sangue português", disse. Lembrou o poema Melro, que o seu pai recitava de cor e que tanto o impressionava. E referiu ainda o pequeno almoço de hoje de manhã, em que teve oportunidade de ler, no mesmo idioma, versos de autores brasileiros e africanos. É esta língua comum, que nos une e nos liga, que comove e apaixona Rubem Fonseca. Para o provar, pediu licença para ler um soneto de Camões.
Diário das Correntes
Com o livro romance Bufo & Spallazani, o escritor brasileiro Rubem Fonseca é o vencedor do Prémio Literário Casino da Póvoa. A decisão coube ao júri constituído por Ana Paula Tavares, Patrícia Reis, Pedro Mexia, José António Gomes e Fernando Pinto do Amaral
Acta do júri no site do JL, aqui.
Diário das Correntes 3
Programa do dia: 11h: Sessão oficial de abertura, com anúncio dos vencedores dos prémios do encontro e lançamento da revista Correntes d’Escritas dedicada a Eduardo Lourenço.
Diário das Correntes 2
Rubem Fonseca está cá (já o cumprimentámos). Fez boa viagem. Está contente com tanta atenção e entusiasmo à sua volta. E à chegada ao hotel das Correntes, depois de ver a capa do JL, disse: "Tenho de comprar uma máscara".
Monday, February 6, 2012
Sunday, February 5, 2012
A máquina de fazer espanhóis em Espanha
Na edição de ontem do Babelia, do El Pais. A identidade no labirinto, diz ele (Antonio Sáez Delgado). E acrescenta: "la máquina de hacer españoles es una radiografía lúcida y certera, trágica y divertida al mismo tiempo, de la sociedad portuguesa, arrastrada por el autor a la necesidad de mirarse en su propia geografía mítica". Para ler aqui.
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