Dizem que, para um maratonista, os últimos quilómetros são os mais difíceis. Que as dores são inimagináveis, que não se pensa em mais nada, só na meta, que se continua a correr mesmo quando o corpo já não reage. Eu, que nunca fui além dos 10 mil metros, não o posso confirmar, só dizer que na semana passada terei andado perto dessas sensações. Muito trabalho, prazos apertados e uma constipação pelo meio. E, no entanto, não podia parar. Este blogue foi vítima do sprint final, com pouquíssimas actualizações. Hoje, recomeço uma nova vida. E os posts.
Monday, May 2, 2011
Saturday, April 23, 2011
Wednesday, April 20, 2011
Tuesday, April 19, 2011
Diário do LeV

A certa altura da viagem iniciamos sempre o regresso a casa. O meu começa agora, a caminho de outros compromissos profissionais. Tenho pena de deixar mais cedo o LeV e não acompanhar as duas últimas mesas do encontro, dedicadas aos temas O futuro é uma viagem da memória, com António Jorge Gonçalves, CSRichardson, Henrique Fialho, Richard Zimler, Teresa Lopes Vieira e Alberto Serra (às 15); e Viajar é descobrir que todo o mundo se equivoca, com J. Rentes de Carvalho, Mário Delgado Aparaín, Reif Larsen, Valter Hugo Nãe e Alexandre Quintanilha (às 17). Regresso a Lisboa. Até ao próximo serviço.
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Diário do LeV

É para mesas como esta que os leitores vão a festivais literários. Experiências pessoais, histórias, episódios, poesia e polémica. A Mesa 6 do LeV, dedicada ao tema África: uma viagem por começar, teve tudo isto. Terminou com uma extraordinária intervenção de Ondjaki sobre o esquecimento e o desrespeito do Outro pelas tradições africanas. Se o intenso aplauso da plateia impressionou os presentes, mais sensibilizados ficaram quando um leitor pediu a palavra e disse que tinha algo que gostava que o escritor angolano devolvesse ao seu país: um opúsculo de Agostinho Neto, publicado na Póvoa de Varzim, defendendo a libertação dos povos africanos. Foi a chave de ouro numa sessão em que se ouviu ainda Mohammed Berrada falar de África como um inconsciente que o acompanha para todo o lado, ele que nasceu em Marrocos, e Afonso Cruz a relatar as suas muitas andanças pelo mundo. A polémica surgiu mais no fim, quando Joaquim Magalhães de Castro falou de descobrimentos e escravatura. O escritor de viagens, no entanto, deixou a ideia: "Somos todos fruto de um passado, do qual nem sempre somos responsáveis, e de um encontro. De outra forma não estaríamos aqui".
Graças à simpatia da Maria João Costa, da RR, também a cobrir o encontro, conseguimos uma gravação audio de algumas intervenções, que transcreveremos assim que possível.
Monday, April 18, 2011
Diário do LeV
Programa do dia: 17 e 45, Mesa 6 - África: uma viagem por começar, com Afonso Cruz, Joaquim Magalhães de Castro, Ondjaki, Mohammed Berrada, Tessa Loo e Marcelo Correia Ribeiro.
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