Sunday, April 17, 2011

Diário do LeV



Realidades e ficções na quarta mesa, com Laurent Binet, Luis Sepúlveda, Carlos da Veiga Ferreira, Miguel Miranda, João Tordo e Filipa Leal. Crónica assim que possível.

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Lançamento dos livros O homens que gostava de cães, de Leonardo Padura, e HHhH, de Laurent Binet.

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Descrições sumárias ou entrar no detalhe? Quando se fala de Livros com História dentro, tema da terceira mesa do LeV, é esta dúvida que André Gago coloca. E que esteve presente no seu último romance, Rio Homem. Ao abordar a Guerra Civil Espanhola, o actor e escritor confrontou-se com as muitas nuances que a História tem. “É preciso ir além da visão-pronta-a-digerir que às vezes nos apresentam”, defendeu, “e sobretudo não dar de barato que as pessoas sabem o que se passou”. A sua opção, assim, foi ser o mais concreto e minucioso, envolvendo as peripécias de Rolegio com os dados, factos e acontecimentos que caracterizam o conflito espanhol. Porque, na sua opinião, “esquecer é muito mais simples do que recordar”.

Autor de vários romances históricos, Pedro Almeida Vieira também defedeu a História – e o Passado – como um meio para entender o presente. Até porque não vê facilidades naquele género literário. “Um autor que escreve sobre o passado não tem rede, tem obstáculos. Não é uma corrida de 100 metros, são 110 metros com barreiras”. É certo que a investigação ajuda, mas o mais importante para o autor de A corja maldita é “ter um pé no presente”. Os seus livros são, por isso, histórias com passado presente. Viagens espaciais e temporais à natureza humana onde o leitor pode encontrar-se e, através do passado, perspectivar o futuro.

Prova desta perspectiva é o romance de Teolinda Gersão. Em As cidades de Ulisses, a escritora recordou mal do passado, mostrando como são presentes. A corrupção, que vem do tempo de D. Manuel, que chamou a si os negócios dos mercadores do reino, ou dos anos 80, retratados no romance. Um discurso político com um objectivo: “Promover, através da literatura, uma mudança de mentalidades”.

Neste emaranhado de questões, o cubano Leonardo Padura propôs uma organização conceptual. Há livros de História, que a tomam como matéria fundamental; livros que contam histórias reais, muitas vezes em forma de romance; livros usam a história como parte do argumento, como os romances históricos; e os livros que contam histórias intencionalmente esquecidas. É o caso do seu último romance, O homem que gostava de cães, sobre o assassinato de Trosky. Perante a dificuldade de se ter acesso a todos os documentos que interessariam para reconstituir o plano que Estaline montou para apagar do mapa o seu inimigo número 1 – com uma noção muito lúcida da História, ele mandou destruir documentos à medida que os ia produzindo -, Padura lembrou o dilema do escritor: “Os livros de História partem de um pressuposto: é possível saber o que aconteceu. Mas essa ideia nem sempre se cumpre”. E rematou: “No jogo da história, não usamos todas as cartas do baralho. Só as que temos na mão”.

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"Em relação ao Diabo, Deus tem uma grande desvantagem", diz Pedro Almeida Vieira, "É que, sendo omnipresente, não consegue viajar". Uma desgraça divina.


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Apresentação dos livros Até ao fim - a última operacão, de António Vasconcelos Raposo, A cidade de Ulisses, de Teolinda Gersão, e O profeta do castigo divino, de Pedro Almeida Vieira.


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Apresentação do primeiro livro de Rui Zink, Hotel Lusitânia, reeditado agora na Planeta, 25 anos depois da sua publicação inicial. Um lançamento e uma homenagem.

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Almoço na casa de chá Boa Nova, em Leça da Palmeira, na companhia do 'traço' de Siza Vieira.


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