Saturday, April 2, 2011

Diário da Madeira 21

Leituras dos poucos tempos livres:

"Parou a ver a montra. A livraria estava deserta, como sempre. Antes que percebesse o que estava a acontecer, tinha entrado.
Quanto mais se afastava da porta, mais fraca era a luz. A estreita sala parecia interminável. Ao fundo, onde a escuridão era quase total, um homem, sentado numa poltrona, fumava um cigarro.
Ele disse-lhe que a esperava.
Foi na quinta noite que a fez subir pela escada de caracol, por trás das últimas estantes, e a levou para o quarto. Sónia viu as suas mãos, cobertas de pêlos negros, começarem a desabotoar-lhe a blusa.
Com uma mistura de horror e desejo, Sónia entregou-se ao monstro.

in Os monstros, de Ana Teresa Pereira, uma edição da Horizontes Insulares.

Jornal i


Este fim-de-semana, no Jornal i, no suplemento de Livros e Viagens (LIV), textos sobre O Cemitério de Praga, de Umberto Eco, Contos dos Subúrbios, de Shaun Tan, e Francis Bacon, de Gilles Deleuze.

Diário das Madeira 20




Mini Bar, big night.

- Posted using BlogPress from my iPhone

Friday, April 1, 2011

Diário da Madeira 19



Célia Costa, produtora do canal Q e aniversariante. Parabéns.


- Posted using BlogPress from my iPhone

Diário da Madeira 18



Jantar volante, colherada constante.


- Posted using BlogPress from my iPhone

Diário da Madeira 17

Sessão de Abertura do Festival Literário da Madeira, com Paulo Ferreira, dos Booktailors, Francesco Valentini, da Nova Delphi, e Francisco Fernandes, secretário regional da Educação e Cultura.

Diário da Madeira 16

Pedro Vieira a desenhar, embora não se veja o desenho, mas ele já está aqui.

Diário da Madeira 15

Os felizes acasos da vida: muitos anos depois, volto a encontrar o Luís Santos, amigo dos tempos do curso de História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e agora professor na Escola Secundária do Machico.

Diário da Madeira 14


Não andaram muito longe das regras básicas do jornalismo: o quê, quem, quando, como e porquê. Sem que disso tivessem consciência, os alunos da Escola Secundária do Machico foram autênticos jornalistas diante uma mesa cheia de escritores: Afonso Cruz, José Mário Silva, Patrícia Portela, Paulo Sérgio BEJu e Valter Hugo Mãe. Dia de festa na escola, já que por lá nunca se viu tantos autores juntos. E ninguém perdeu a oportunidade. Sala cheia, atenção redobrada, perguntas, respostas. E muitas surpresas. Ficámos a saber, por exemplo, que o novo livro de Valter Hugo Mãe, que sairá na Objectiva em Setembro, terá muito de lobos. Foi o que revelou a um aluno quando este lhe perguntou em que condições preferia escrever. "Isolado", disse o autor de A máquina de fazer espanhóis, sobretudo a partir do momento em que os amigos passaram a tocar à porta da sua casa hora sim, hora não. Tudo boas intenções - "Precisas de alguma coisa?" - mas com péssimos resultados para quem, com a idade, se tornou rezingão e defende cada vez mais o seu espaço. Solução: fugir de Vila do Conde, onde vive, e procurar refúgio em casas de amigos.
Para este último romance, calhou-lhe uma no Lindoso, no Gerês. Aldeia deslumbrante, com paisagens de cortar a respiração, só que... a casa tinha janelas pequenas e todas davam para as ruínas do edifício da vizinha. "Resta-me apenas", pensou Valter Hugo Mãe, "contemplar a vista nos passeios a pé até ao café". Só que... "a aldeia está cheia de cães", avisou-lhe uma senhora. E à noite ainda era pior: "Quando pensa que lhe vai sair um cão, surge-lhe um lobo". Concluindo o alerta, acrescentou: "Não os chame, nem os tente afastar. Eles ferram".
Eis como um romance que era para ser alegre e positivo, tornou-se numa obra sombria. Porque, como se sabe, quando os lobos uivam, não há literatura nos que salve.

Diário da Madeira 13

A nossa primeira paragem no Festival Literário da Madeira: Escola Secundária de Machico, para um encontro entre escritores e alunos. Convidados: Afonso Cruz, José Mário Silva, Patrícia Portela, Paulo Sérgio BEJu e valter hugo mãe.