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Saturday, April 2, 2011

Friday, April 1, 2011

Diário da Madeira 19



Célia Costa, produtora do canal Q e aniversariante. Parabéns.


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Diário da Madeira 18



Jantar volante, colherada constante.


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Diário da Madeira 17

Sessão de Abertura do Festival Literário da Madeira, com Paulo Ferreira, dos Booktailors, Francesco Valentini, da Nova Delphi, e Francisco Fernandes, secretário regional da Educação e Cultura.

Diário da Madeira 16

Pedro Vieira a desenhar, embora não se veja o desenho, mas ele já está aqui.

Diário da Madeira 15

Os felizes acasos da vida: muitos anos depois, volto a encontrar o Luís Santos, amigo dos tempos do curso de História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e agora professor na Escola Secundária do Machico.

Diário da Madeira 14


Não andaram muito longe das regras básicas do jornalismo: o quê, quem, quando, como e porquê. Sem que disso tivessem consciência, os alunos da Escola Secundária do Machico foram autênticos jornalistas diante uma mesa cheia de escritores: Afonso Cruz, José Mário Silva, Patrícia Portela, Paulo Sérgio BEJu e Valter Hugo Mãe. Dia de festa na escola, já que por lá nunca se viu tantos autores juntos. E ninguém perdeu a oportunidade. Sala cheia, atenção redobrada, perguntas, respostas. E muitas surpresas. Ficámos a saber, por exemplo, que o novo livro de Valter Hugo Mãe, que sairá na Objectiva em Setembro, terá muito de lobos. Foi o que revelou a um aluno quando este lhe perguntou em que condições preferia escrever. "Isolado", disse o autor de A máquina de fazer espanhóis, sobretudo a partir do momento em que os amigos passaram a tocar à porta da sua casa hora sim, hora não. Tudo boas intenções - "Precisas de alguma coisa?" - mas com péssimos resultados para quem, com a idade, se tornou rezingão e defende cada vez mais o seu espaço. Solução: fugir de Vila do Conde, onde vive, e procurar refúgio em casas de amigos.
Para este último romance, calhou-lhe uma no Lindoso, no Gerês. Aldeia deslumbrante, com paisagens de cortar a respiração, só que... a casa tinha janelas pequenas e todas davam para as ruínas do edifício da vizinha. "Resta-me apenas", pensou Valter Hugo Mãe, "contemplar a vista nos passeios a pé até ao café". Só que... "a aldeia está cheia de cães", avisou-lhe uma senhora. E à noite ainda era pior: "Quando pensa que lhe vai sair um cão, surge-lhe um lobo". Concluindo o alerta, acrescentou: "Não os chame, nem os tente afastar. Eles ferram".
Eis como um romance que era para ser alegre e positivo, tornou-se numa obra sombria. Porque, como se sabe, quando os lobos uivam, não há literatura nos que salve.

Diário da Madeira 13

A nossa primeira paragem no Festival Literário da Madeira: Escola Secundária de Machico, para um encontro entre escritores e alunos. Convidados: Afonso Cruz, José Mário Silva, Patrícia Portela, Paulo Sérgio BEJu e valter hugo mãe.

Diário da Madeira 12


Almoço tardio.

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Diário da Madeira 11

Chegámos.

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Diário da Madeira 10


















Ler e viajar, eis a questão.

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Diário da Madeira 9



Embarcar.

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Diário da Madeira 8




Na pista.


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Diário da Madeira 7




À espera do embarque.


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Diário da Madeira 6




Aqui vamos nós.

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Diário da Madeira 5

Enquanto preparo a viagem, leio na nova edição da Quetzal as notas que Raul Brandão escreveu sobre a Madeira em As Ilhas Desconhecidas:

"13 de Agosto de 1924

Nunca mais me esqueceu a manhã virginal da Madeira e as cores que iam do cinzento ao doirado, do doirado ao azul-índigo - nem a montanha entreaberta saindo do mar diante de mim, a escorrer azul e verde...

14 de Agosto de 1924

As palavras pouco exprimem nestes casos: o principal na Madeira é a luz que cria e tanto amadurece o panorama como os frutos, porque a única imagem que encontro para este conjunto é a dum fruto maduro que tomou pouco a pouco, com os vagares de quem não tem mais que fazer, as cores do Sol, as da manhã e do poente, e que chegou a um estado perfeito que delicia e perfuma ao mesmo tempo. A terra emerge da tinta azul com os tons quentes do ananás, que é o morango dos trópicos - paraíso sem frio nem calor, a que se junta ainda o sabor dos vinhos bebidos aos golos e cuja transparência se avalia através do vidro erguendo-o para a luz. A luz! dar a luz, seria tudo, mas só um pintor encontra este doirado.

24 de Agosto de 1924

Agora conheço melhor a Madeira. Passado o primeiro entusiasmo, vejo tudo a frio. Esta ilha é um cenário e pouco mais - cenário deslumbrante com pretensões a vida sem realidade e desprezo absoluto por tudo que lhe não cheira a inglês."

Thursday, March 31, 2011

Diário da Madeira 4

O Festival Literário da Madeira arranca já amanhã, sexta-feira, 1, prolongando-se até domingo, 3. Como as mesas redondas são o prato forte desta iniciativa dos Booktailors e Nova Delphi, aqui fica a ementa do fim-de-semana, que será servida no Hotel Meliã Madeira Mare, no Funchal.

Mesa 1 — Os escritores que fogem da fama
Alguns escritores, como J. D. Salinger ou o nosso Herberto Hélder, consideram que deve ser a sua obra a falar por eles. Virando as costas aos holofotes da fama, vivem no anonimato possível. Não concedem entrevistas, recusam prémios. Será legítimo?
Com José Mário Silva, Patrícia Portela, Rui Zink, Rui Faria Nepomuceno e Miguel Albuquerque, sábado, às 10 e 30

Mesa 2 — Os escritores malditos
Malditos ou amaldiçoados, houve livros e autores que mudaram e atormentaram as vidas dos leitores. Lautréamont, Sade ou mesmo o nosso Pessoa, também eles foram considerados malditos. Será justo falar-se de maldição na literatura?
Com Isabela Figueiredo, Sandro William Junqueira, valter hugo mãe, Paulo Sérgio Beju e Diana Pimentel, sábado, às 15

Mesa 3 — Os escritores inconstantes
Alguns escritores são profícuos, deixando dezenas de obras para a posteridade; outros, como Rimbaud, escreveram muito pouco e ficaram imortalizados na literatura. Haverá uma periodicidade mínima para se ser escritor?
Com David Machado, Inês Pedrosa, Raquel Ochoa e Rogério Sousa, sábado, às 17 e 45

Mesa 4 — Os escritores esquecidos
Quantos génios esquecidos sustentam a História da Literatura? Quantos, com grande êxito no seu tempo, estão hoje arredados das estantes das livrarias? Invoquemos os génios esquecidos a partir de uma escolha pessoal dos intervenientes.
Com Afonso Cruz, Eduardo Pitta, Violante Saramago, Antonio Scurati e Francesco Valentini, domingo, às 10 e 30

Mesa 5 — Os escritores maltratados
Escritores sem reconhecimento em vida, outros que tiveram as suas mensagens deturpadas ou mal interpretadas. Outros para a quem a vida foi agreste, vivendo da caridade e solidariedade alheias.
Com Graça Alves, Mário Zambujal, Pedro Vieira e Francisco Faria Paulino, domingo, às 15

Monday, March 28, 2011

Diário da Madeira 3

A ilha dos escritores

Durante o próximo fim de semana de 1, 2 e 3 de Abril, 20 autores portugueses e estrangeiros vão fazer da Madeira uma ilha de escritores. É a primeira edição do Festival Literário da Madeira, uma iniciativa da Booktailors - Consultores Editoriais e da Nova Delphi que inclui mesas temáticas, lançamentos de livros e visitas às escolas. Promover a ilha da Madeira enquanto destino de turismo cultural e dinamizar as letras e a literatura de origem madeirense são os principais objetivos deste encontro, que também quer contribuir para aumentar a oferta cultural já existente na região, abrindo espaços de convívio entre leitores e escritores.
Ainda antes da abertura oficial, no dia 1, às 19, o Festival arranca com visitas de escritores a quatro estabelecimentos de ensino da Madeira. Afonso Cruz, José Mário Silva, Paulo Sérgio Beju e Valter Hugo Mãe visitam a Escola de Machico, enquanto Mário Zambujal, Sandro William Junqueira, Pedro Vieira e Rui Zink vão à Escola de Ponta do Sol, ficando a Secundária Jaime Moniz para Inês Pedrosa e Isabel Figueiredo.
À semelhança de outros encontros do país, o Festival Literário da Madeira organiza-se em torno de várias mesas temáticas. Nesta primeira edição, o denominador comum é a ideia de escritor, nas suas múltiplas variantes. No dia 2, às 10 e 30, José Mário Silva, Patrícia Portela e Rui Zink, com moderação de Miguel Albuquerque, falam sobre Os escritores que fogem da fama. À tarde, às 15, é a vez d’Os escritores malditos, com Isabela Figueiredo, Sandro William Junqueira, Valter Hugo Mãe e Paulo Sérgio Beju, com moderação de Diana Pimentel. No mesmo dia 2, às 17 e 45, as atenções viram-se para Os escritores inconstantes, com David Machado, Inês Pedrosa e Raquel Ochoa.
No último dia, 3, haverá ainda espaço para duas mesas temáticas: Os escritores esquecidos, com Afonso Cruz, Eduardo Pitta, Violante Saramago e o italiano António Scurati, com moderação de Francesco Valentini, e Os escritores maltratados, com Graça Alves, Mário Zambujal e Pedro Vieira, com moderação de Francisco Faria Paulino.
Ao longo do Festival serão lançados ainda duas edições da Nova Delphi: A Queda d’um anjo, de Camilo Castelo Branco, e De profundis, de Oscar Wilde, obras apresentadas por José Viale Moutinho e Miguel Vale de Almeida, respectivamente.

Sunday, March 27, 2011

Diário da Madeira 2


O Festiva Literário da Madeira já tem site, com informações sobre o encontro, os escritores participantes, o programa, a Madeira e os promotores. Tudo com actualizações regulares. Para ler aqui.

Friday, March 25, 2011

Diário da Madeira 1



Vinte escritores, cinco mesas redondas e visitas às escolas: o Festival Literário da Madeira está a chegar. É já nos próximos dias 1, 2 e 3 de Abril. Escritores e leitores com os livros em volta.